| 9/11/2009 |
| Censo Nacional 2009 - Resultados e análise |
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Confira os dados coletados pelo Censo 2009 da ABR e análise feita pela associação
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Para baixar a Lista dos Clubes e os dados consolidados do CENSO NACIONAL 2009, clique AQUI
62% dos clubes não tem estatutos registrados.
80% dos clubes não estão registrados a ABR.
Apenas 40% dos clubes são filiados a uma federação regional.
Análise ABR : Um clube é uma entidade jurídica devidamente registrada, de preferência, como associação sem fins lucrativas.
Nenhum projeto de desenvolvimento de uma entidade esportiva é possível sem estatutos registrados e uma organização hierarquizada.
O apoio das autoridades locais é condicionado a apresentação de estatutos durante as negociações para obter qualquer benefícios.
A filiação as entidades gestoras do rugby regional e nacional (federações e confederação) é necessária para garantir o desenvolvimento organizada do esporte.
A Confederação Brasileira de Rugby não poderá repassar benefícios do programa olímpico, para os clubes não filiados, a partir de 2010.
De acordo com o plano estratégico 2010-2013, a ABR irá abrir, nas próximas semanas, um programa de filiação aberto a todos os clubes do país.
Dois programas serão disponíveis. Os clubes poderão escolher entre, um estatuto de MEMBRO ou SOCIO, da futura Confederação Brasileira de Rugby.
Os planos de filiação apresentarão os diferentes benefícios que cada plano oferece.
A administração permanente da CBRu irá fornecer, a partir de 2010, a todos os clubes que desejam se filiar, os seguintes benefícios :
• Apoio jurídico para criação dos estatutos do clube.
• Orientação para criar um planejamento estratégico para o clube.
• Apoio nas negociações com as autoridades locais.
• Conselho operacional para criação de infra estruturas do clube (campo, sede, club-house).
• Criação e Gestão de um programa social com apoio da Prefeitura.
• Desenvolvimento de um programa técnico (adultos e categorias de base).
• Acesso ao programa iRB / ABR para os treinadores e árbitros do clube (vagas garantidas nos cursos).
• Acesso as seleções nacionais para os atletas do clube.
• Participação aos torneios e campeonatos ABR com árbitros oficiais.
• Material Técnico com redução de custos.
81% dos clubes não tem sede própria.
Apenas 49% tem campo fixo.
65% não tem nenhum acordo com a Prefeitura.
Análise ABR : Um clube funciona como uma família.
Para crescer e se desenvolver, ele precisa de uma casa (um campo e um club-house no caso de um clube de rugby)
Para existir e evoluir, um clube precisa do envolvimento de varias gerações de membros no seu projeto (país, mães e filhos).
Um clube como uma família precisa ser adminstrado. A ABR não recomenda o envolvimento de um atleta nas atividades administrativas.
Os acordos com as Prefeituras das cidades visam a criar as condições necessárias para um clube se desenvolver e receber seus membros, garantido segurança e conforto.
O Censo ABR 2009 demonstra como, os clubes formados em pequenas cidades ou cidades intermediárias, vem se desenvolvendo mais rapidamente graças ao apoio das prefeituras (Bento Gonçalves-RS, Indaiatuba-SP, Guaíba-RS, São Jose dos Campos-SP para citar alguns). Ao inverso, os clubes das grandes capitais encontrem dificuldades para investir as infra estruturas necessárias para garantir o crescimento da entidade(com exceção de Curitiba e Brasília). O acesso as autoridades locais é sempre facilitado pela proximidade nas pequenas cidades.
Apenas 27% dos clubes tem um professor de educação física com CREF.
93% de sejam participar dos cursos do iRB e 90% precisam de apoio técnico.
Analise ABR : O programa de cursos do iRB para treinadores e árbitros, ministrados pelos Educadores da CBRu, permitem a formação de recursos humanos técnicos.
O Brasil precisa de treinadores e árbitros certificados para garantir seu crescimento.
A partir de 2010, os cursos do programa iRB serão exclusivamente reservados aos clubes membros da Confederação.
Os Educadores CBRu e a Diretoria Técnica se encontram a disposição dos clubes membros para elaborar um plano de desenvolvimento técnico de longo prazo.
A CBRu recomenda a todos os clubes a contratação de um Professional da área de Educação Física, para garantir a aplicação do programa de desenvolvimento do iRB e a criação de um projeto social visando a garantir a formação de jogadores das categorias de base.
A CBRu disponibilizará material didático para ajudar os responsáveis técnicos dos clubes membros a aperfeiçoar suas habilidades para um ensino seguro do rugby.
2 cursos de coaching, 2 cursos de árbitros, 2 clinicas de alto-rendimento para Seven e Quinze serão organizados em cada região em 2010.
A ABR/CBRu irá publicar, nas próximas semanas no seu site, o calendário previsto das atividades 2010.
Até a data do 31/11/2009, 104 clubes completaram seu registro junto a ABR/CBRu por um total de 4.695 praticantes.
Apenas 35% dos praticantes tem menos de 19 anos. Menos de 10% (7%), tem menos de 13 anos.
10% da população praticante é de sexo feminino (499).
Analise ABR : Segundo as informações do Censo realizado em 2008 pelo site Rugbymania, mais de 35 clubes não participaram ate a presente data do Censo Nacional ABR.
Podem fazê-lo imediatamente, baixando AQUI a planilha a ser preenchida e retornada com os dados completos para secretaria@brasilrugby.com.br
Para garantir o crescimento do numero de praticantes no Brasil, é preciso investir na formação de jogadores das categorias de base, crianças a partir dos 9 anos.
As habilidades técnicas de um jogador de rugby se desenvolvem mais rapidamente entre os 9 e 15 anos, segundo os estudos do iRB.
Se você quer ajudar o desenvolvimento do rugby brasileiro, investe nas atividades com crianças, garantido segurança e conforto para sua evolução dentro do clube.
O rugby feminino conhece atualmente uma trajetória vitoriosa nas competições internacionais que poderá unicamente ser preservada com o recrutamento e a formação de novas atletas.
O estado de São Paulo concentra 39% dos clubes e 48% da população total nacional dos praticantes.
As regiões Rio de Janeiro e Espirito Santo, Norte e Nordeste, Minas e Centro Oeste possuem cada uma 13% dos clubes.
O Rio Grande do Sul (11%) é o segundo maior estado em numero de clubes.
O Paraná e Santa Catarina abrigam juntos apenas 11% dos clubes e da população praticante.
Análise ABR : Incontestavelmente, o rugby cresceu fora do eixo histórico Rio-São Paulo durante os 5 últimos anos.
Em 1997, ano da realização do ultimo Censo oficial da ABR registrado pelo iRB, São Paulo representava 72% dos clubes contra apenas 39% hoje.
Com o desenvolvimento do Nordeste e do Rio Grande do Sul, o rugby ganhou um âmbito nacional, reforçando a necessidade de criar federações regionais autônomas para a administração desse crescimento, porém dificultou a organização de competições nacionais em razão das distancias continentais que separam os clubes.
O papel da Confederação será de coordenar as atividades das Federações regionais que devem se reforçar para estruturar a pratica do rugby através todo o país.
Importante salientar que a divisão geográfica e administrativa do rugby a nível nacional e regional, deve ser separada da gestão das atividades técnicas que envolvem qualidade dos atletas e das equipes.
A reunião dos clubes, através de federações regionais organizadas e autônomas, é imprescindível para o crescimento do rugby no Brasil.
CONCLUSÃO : O rugby brasileiro entra numa nova era da sua história. Uma nova etapa do seu crescimento que deve levá-lo ate os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
A normatização dos clubes e das federações constitui um fator básico elementar para a organização do esporte através o país. A Confederação Brasileira de Rugby deverá oferecer a seus membros um programa nacional de desenvolvimento, atrelado a um plano de filiação dos clubes. O foco maior deve ser dado a formação de jovens jogadores e a aplicação estrita das normas de segurança para a prática do jogo. A criação de pólos regionais de desenvolvimento deve permitir a aceleração do programa de desenvolvimento e garantir a sustentação das seleções nacionais, de olho nos Jogos Olímpicos de 2016.
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